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Vitamina D tem papel fundamental durante a gestação

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Níveis baixos do hormônio estão relacionados a pressão alta e diabetes gestacional; Ginecologista esclarece dúvidas sobre exposição solar e suplementação

A vitamina D é essencial para o bom funcionamento do organismo. Como reguladora do fornecimento de cálcio e fósforo, atua diretamente na proteção óssea, nos rins e intestino, além de garantir o equilíbrio das células e outros órgãos do nosso corpo. Durante a gestação, seu papel é fundamental na absorção de nutrientes e na modulação da resposta imunológica da mãe, ou seja, se os níveis dessa vitamina estiverem baixos, o próprio organismo pode reconhecer a gravidez como uma “ameaça”.

Estudos observacionais recentes apontam que entre os benefícios da vitamina D durante a gravidez estão a redução de partos prematuros e de diabetes gestacional. Em gestantes de alto risco, pode prevenir a chamada pré-eclâmpsia, que acontece quando a pressão se eleva durante a gestação.

O ginecologista José Mendes Aldrighi (CRM 16827 – SP), professor titular da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, esclarece que para a vitamina D funcionar como um verdadeiro pró-hormônio, ela precisa se ligar a um receptor, como se fosse uma chave tentando se encaixar em uma fechadura. Dessa forma, quando ocorre esse “fechamento”, a vitamina passa a exercer sua ação em mais de 200 genes localizados em várias células do organismo.

Segundo o especialista, quando falamos da saúde do feto, a investigação mais recente do Royal College of Psychiatrists, que analisou mais de 4 mil gestações, mostrou que o baixo nível de vitamina D entre a 18ª e a 25ª semanas de gravidez também foi associada ao diagnóstico de autismo em crianças entre seis e 9 anos.

Lactação e fertilidade

A vitamina D ainda é essencial durante a fase de amamentação. No entanto, nem sempre a quantidade presente no leite materno supre a necessidade do bebê. “Na lactação, é alta a prevalência de hipovitaminose D, ou seja, níveis baixos da vitamina, tanto em mães como nos recém-nascidos. Cerca de 75% das lactantes apresentam concentrações sanguíneas de vitamina D abaixo de 20ng/ml, o que é considerado um baixo nível”, explica o médico.

Quem está pensando em ter um bebê também precisa prestar atenção se os níveis de vitamina estão em dia. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Tel-Aviv, em Israel, mostrou que mulheres com falta de vitamina D têm mais chances de serem inférteis ou mesmo sofrerem abortos espontâneos. “Os estudos ainda estão em fase inicial e focaram, especialmente, as portadoras de distúrbios da ovulação, como síndrome dos ovários policísticos”, destaca Aldrighi.

Como alcançar os índices necessários

Exposição solar: durante a gravidez, um dos problemas mais comuns é o surgimento ou agravamento do melasma, que são manchas escuras na pele do rosto, braços, pescoço e colo. Por isso, muitas grávidas têm receio de se expor ao sol, principalmente sem o uso de proteção solar. Como a vitamina D é garantida, sobretudo, a partir da exposição ao sol,  isso pode dificultar ainda mais a síntese do nutriente. A recomendação, portanto, é que a futura mamãe tome sol por 15 minutos, todos os dias, no período da manhã, antes das 10 horas. Em período maiores, o médico reforça o uso do protetor solar para proteger a pele.

Alimentação: outra preocupação frequente na gravidez é com a alimentação equilibrada, a fim de suprir todas as necessidades da mulher e do bebê. O ginecologista recomenda a ingestão de alguns peixes com maior concentração de vitamina como o salmão, o atum enlatado e a sardinha. Gemas de ovos, queijos, cogumelos e bife de fígado também são indicados, porém alerta que é praticamente impossível suprir a necessidade de vitamina D somente pela alimentação.

Suplementação: a exposição ao sol de maneira correta e alimentação saudável nem sempre serão suficientes para atingir o valor referência (30ng/ml) de vitamina D para gestante e, a suplementação torna-se necessária. “Na gestação e, durante a lactação, as doses recomendadas são, na prevenção, de 400 a 2.000 UI/dia, enquanto a dose de tratamento é de 4.000 a 6.000 UI/dia”, indica o médico.

Atualmente, no mercado, é possível encontrar a vitamina D em cápsulas moles, de fácil ingestão, como o lançamento de Addera D3 2000UI.

Referências consultadas:

Vinkhuyzen AAE, Eyles DW, Burne THJ, et al. Gestational vitamin D deficiency and autism spectrum disorder. BJPsych Open. 2017;3(2):85-90. Disponivel em: <https://www.cambridge.org/core/services/aop-cambridge-core/content/view/339D73DC98FF9C2672A9A099D4F0F4F6/S2056472400002064a.pdf/gestational_vitamin_d_deficiency_and_autism_spectrum_disorder.pdf>. Acesso em: agosto, 2019.

Triggianese P, Watad A, Cedola F, et al. Vitamin D deficiency in an Italian cohort of infertile women. Am J Reprod Immunol. 2017;78(4)

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