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Por que é tão difícil educar nossos filhos?

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É preciso resolver nossos próprios problemas para nos dedicar sem obstáculos

Diferente do que muitos pensam, não é o sucesso individual que proporciona a felicidade, somos seres sociais e precisamos, sobretudo, de vínculos afetivos. Para as crianças pequenas, o estabelecimento de vínculo consistente com os pais impacta no desenvolvimento cognitivo, emocional e social.

“Atualmente, há muito acesso a informações, o que é muito positivo porque podemos rever certas formas de educar que geraram experiências emocionais desagradáveis”, conta Ana Paula de Carvalho, consultora parental.

Em contraponto, muitos pais se sentem inseguros e constantemente julgados diante de tantas informações que, muitas vezes, são até contraditórias.

Um dos mais profundos desejos é fazer o melhor para os filhos. Mas, muitas vezes, a rotina tumultuada (cheia de pressa e estresse) não permite abandonar o “piloto automático” e acaba (de forma inconsciente) repetindo ou refutando a forma como fomos educados. Os pensamentos giram em torno de “eu passei por isso e não quero que meu filho passe” e “nada disso me traumatizou, então, vou agir assim mesmo”.

“Durante um atendimento individual, uma cliente me relatou que sempre caia em um círculo vicioso – ela transitava entre o comportamento autoritário e o permissivo, ocasionando muito estresse para ela e seus filhos – exemplificando, se no mercado o filho pedia um chocolate, ela primeiro negava veementemente, a criança insistia (berrando), ela cedia e finalizava afirmando de forma agressiva: é última vez que isso acontece”, relata a consultora.

No decorrer dos atendimentos, a mãe conseguiu incorporar novas ferramentas no dia-a-dia, rever rotinas, olhar para ela mesma, para os filhos, buscar auxílios e (o mais importante) perceber sua potência como mãe, notar que sabia muito mais do pressupunha.

“De fato, é muito difícil educar nossos filhos porque muitos de nós tivemos poucas oportunidades de olhar para as nossas habilidades parentais de forma consciente e conhecemos muito pouco sobre o desenvolvimento infantil”, explica Ana.

Ter a oportunidade de olhar para nós e para nossos filhos pode nos propiciar um ambiente familiar muito mais aconchegante e o endereço da felicidade está no estabelecimento saudável de vínculos afetivos.

Ana Paula de Carvalho

Consultora Parental, Pedagoga, Especialista em Educação Especial, em Educação Transformadora e Mestre em Educação

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