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Pesquisa mostra que 49% das mulheres da Geração Z já sofreram discriminação de gênero

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Estudo do Instituto QualiBest revela também que a maioria das jovens de 11 a 19 anos já vivenciaram experiências negativas, como cantadas desagradáveis e assédio sexual

 

O Instituto QualiBest – pioneiro na realização de pesquisa digital no Brasil – realizou uma pesquisa com o objetivo de compreender os comportamentos, atitudes e valores das jovens mulheres da Geração Z (11-19 anos) e também entrevistou mulheres da Geração X (nascidas nas décadas de 60 e 70 ) para obter o contraponto. O estudo abordou temas como liberdade, feminismo e o real significado da beleza.

 

A questão do assédio é um ponto ainda bastante sensível para as jovens da Geração Z. Ao serem questionadas sobre experiências negativas, 88% das entrevistadas afirmam já terem recebido cantadas desagradáveis na rua, 49% dizem já ter sofrido discriminação por ser mulher e 43% afirmam já ter sofrido algum tipo de assédio sexual.

 

As jovens mulheres sabem se posicionar, segundo a pesquisa. O engajamento em campanhas de cunho feminista na internet indica que o envolvimento no tema já ultrapassa o perfil de nicho. Campanhas como “Eu luto pelo fim da cultura do estupro”, “Eu não mereço ser estuprada” e “#ChegaDeFiuFiu” foram compartilhadas por 42%, 41% e 34% das entrevistadas respectivamente.

 

Segundo Daniela C. Daud Malouf, Diretora Geral do Instituto QualiBest, as novas mulheres brasileiras associam espontaneamente os significados do feminino e da feminilidade ao “feminismo” e seus signos: imagens, ícones, símbolos, personalidades, slogans, mensagens, causas e valores. “O feminismo é principalmente associado à expectativa de igualdade no âmbito cotidiano das mulheres. A divisão de tarefas domésticas e o ambiente de trabalho são exemplos.”, afirma a diretora.

 

Quando o assunto é beleza, o ideal é ser livre e não se prender a padrões. “A Geração Z traz maior fluidez nas suas formas de expressão. O respeito à moda e aparência pessoal é um campo rico para experiências ecléticas e divertidas”, conta Daniela. Para 91% das entrevistadas, cada mulher deve arrumar o cabelo da forma que se sinta bem, ao invés de seguir a onda do “assumir o crespo” ou alisar para ser melhor aceita pela sociedade.

 

Esse desprendimento em relação à beleza não ocorre com as mulheres da geração X. Comparativamente, o estudo mostrou que as mulheres da geração X são mais apegadas a essas questões. Enquanto 70% das entrevistadas ficariam tristes se alguém dissesse que elas são feias ou estão acima do peso, o percentual para a geração Z cai para 53%.
A Geração Z tem consciência das críticas relacionadas aos padrões de beleza e transitam entre autoconfiança e estratégias para se sentirem seguras: 82% das entrevistadas dizem gostar de se vestir do próprio jeito, mesmo que os outros achem feio e 44% disseram realizar procedimentos estéticos como tingir, alisar e escovar os cabelos para se sentirem mais confiantes.

Fonte:

Sobre o Instituto Qualibest

Fundado em 2000, o Instituto Qualibest é pioneiro no segmento de pesquisa digital no Brasil e realiza, por meio do painel com 250mil cadastrados e outras diversas fontes de dados, estudos qualitativos e quantitativos com técnicas inovadoras e tecnologia de ponta. Com uma equipe multidisciplinar, a empresa já desenvolveu mais de 5 mil estudos, atendendo a mais de 400 clientes em diferentes setores. Para saber mais acesse: www.institutoqualibest.com.br.

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