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Para cada 30 minutos no celular ou tablet, os riscos das crianças terem alguma demora para falar sobem em 49%

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Deixe os pequenos longe dos celulares! É a dica da fonoaudióloga Ana Lúcia Duran, da clínica Zambotti & Duran da capital paulista e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que desaconselham o uso desses aparelhos para menores de 2 anos. Isso porque, segundo um estudo do Hospital para Crianças Doentes da Universidade de Toronto, no Canadá, quanto mais tempo as crianças ficam expostos à tela, maior o risco de apresentarem atraso no desenvolvimento da fala – além de outros prejuízos.

Por mais que parece apenas uma inofensiva tela, ali se escondem perigos que impactam diretamente no desenvolvimento das crianças. E um dos principais prejuízos é o isolamento social que estes aparelhos provocam. ”Ao contrário do que muitos pais imaginam, estes equipamentos não promovem a orientação e a interação que os pequenos precisam. Para o desenvolvimento natural, as crianças precisam se comunicar, verbalizar, errar, serem corrigidas – e os aparelhos eletrônicos não dão estas possibilidades, pelo contrário, inibem muitas dessas ações”, alerta a especialista.

Além disso, o uso exagerado de celulares e tablets geram novas doenças como a chamada síndrome de “demência digital”, causada pelo uso excessivo da tecnologia e que atrapalham muito o desenvolvimento escolar infantil, ocasionando perda nas habilidades cognitivas e na memória. E em adolescentes, desencadeiam a ansiedade social que faz com que dependência com as redes sociais e com a internet seja cada vez mais forte. “Isso sem falar na obesidade, sedentarismo, insônia,  agressividade, hiperatividade e nos problemas de atenção relacionados ao excesso de uso das telas eletrônicas”, diz Ana Lúcia.

Mesmo que o mundo esteja cada vez mais conectado, essa digitalização que tanto ajuda a evoluir a humanidade no sentido da rapidez e facilidade de acesso à informação, pode estar causando efeito contrário se usado de forma inadequada, indiscriminada e excessiva – As consequências são a perda de um tempo precioso de contato visual, vínculo afetivo e integração familiar gerado por essa hiperestimulação visual e a facilidade de ter sempre “à mão”.

Infelizmente observa-se que muitas vezes celulares e tablets são utilizados como  “cala a boca” e sinalizam para a criança que a interação interpessoal não é necessária, levando inclusive a comportamentos comuns nos diagnósticos do espectro autista em indivíduos normotípicos, assim é necessário estar atento e lembrar sempre que na infância é construída a identidade pessoal e que o desenvolvimento da linguagem ocorre a partir da interação e dos modelos de comunicação dos adultos.

FONTE: Ana Lúcia Duran

Fonoaudióloga clínica (graduada pela EPM/UNIFESP) e educacional (responsável pelo projeto oficina de linguagem do colégio Cermac/ vencedor do PNGE – Prêmio Nacional de Gestão Educacional/2015), pós graduada em psicomotricidade.

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