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Papel dos pais na educação dos filhos em tempos de internet

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Para a especialista, é importante propor atividades que saem da internet,

atividades fora da rede, brincadeiras, rodas de conversa, pinturas, etc.

A internet é fato e faz parte do mundo das crianças que estão chegando. Diferente dos adultos, que viveram essa transição e geralmente fazem a comparação dizendo que eles não tinham celular e brincavam, é preciso sim, orientar, e segundo a terapeuta transpessoal Wanessa Moreira, “por limite dentro do que cada família entende por ideal”.

 

Para a especialista, que também é master mentoring em coaching corpo e mente, é tudo muito novo e a tecnologia muda a todo momento e não dá para antecipar o que vai acontecer. Porém, é importante tentar acompanhar esse mundo que as crianças já estão inseridas. Wanessa comenta, por exemplo, a polêmica da boneca ‘Momo’. Para ela, os pais devem abordar o assunto, instruir e conversar com as crianças.

 

“Crianças são espertas, elas sabem compreender algo que é arriscado se forem orientadas e já tiverem idade para uma compreensão. Crianças com 5, 6 anos de idade em diante, são capazes de conversar e compreender algo que pode ser arriscado para elas”, esclarece.
De acordo com a especialista em orientação pessoal, vivemos em um mundo muito corrido e estressante, e por isso é sempre necessário tentar melhorar a relação da criança com os pais no dia a dia. “Para melhorar a relação, é necessário exercitar o vínculo! Conversas, atenção às crianças, colocar limites, brincar, ouvir, demonstrar que elas são importantes e bem-vindas! Isso ajuda a fortalecer o vínculo de confiança e segurança”, explica.

Controlar o celular

O celular tem afastado até mesmo os adultos da convivência social.  Por isso, é importante saber também como controlar o uso do aparelho na vida das crianças. “O mais difícil desse controle do celular na vida das crianças, é que elas se comunicam e brincam com as outras crianças também via celular. Faz parte do mundo delas, estão inseridas nisso. Portanto, é importante propor atividades que saem da internet, atividades fora da rede, brincadeiras, rodas de conversa, pinturas, etc.”, diz.

 

E o recado também vale para os pais. “É necessário que os adultos tenham limite com o uso da tecnologia, celular, computador, entre outros, para quando estiverem com as crianças, estar de fato e não se alienar em seus smartphones”, recomenda.

Mas e quando a criança parece estar viciada em celular ou redes sociais? Segundo a terapeuta, é preciso muita orientação, acompanhamento dessas crianças, usar junto, instruir e explicar o limite. “É importante o adulto tentar atrair a criança para atividades fora do celular. Tudo ainda é muito novo e as coisas não serão como antes, a tecnologia e a internet são um fato. Precisamos aprender a conviver com elas!”, finaliza.

 

Fonte: Wanessa Moreira

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