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Obesidade mórbida infantil pode se estender na fase adulta

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Três a cada 10 crianças brasileiras estão acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), diz pesquisa do IBGE, que estudou o peso de crianças com idade entre cinco e nove anos. Os dados se tornam ainda mais preocupantes se for levado em consideração que uma criança obesa tem mais de 80% de chance de se tornar um jovem ou um adulto com sobrepeso, ou seja, duas a cada oito crianças obesas permanecem nessa condição quando atingem a idade adulta.

Segundo o pediatra do Hospital Sírio Libanês e do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, Paulo Taufi Maluf Junior, esse quadro aumenta o risco do surgimento de sérios problemas de saúde trazidos pelo aumento de peso, como: pressão alta, colesterol, diabetes, apneia do sono, lesões de ossos e músculos e diversos males relacionados ao coração e sistema circulatório.

O médico aconselha que pais com filhos acima do peso recorram a um pediatra para o tratamento, assim como fariam no caso das crianças apresentarem outras doenças. “Muitos pais não têm consciência de que o excesso de peso na infância é um problema muito sério, que pode prejudicar muito o paciente a curto e longo prazo, quando o auxílio de um especialista não é procurado”, alerta Taufi.

De acordo com Paulo, o tratamento da obesidade infantil demanda tempo e esforço por parte da criança e dos responsáveis porque inclui reeducação alimentar, mudança de hábitos, prática regular de exercícios e, em alguns casos, tratamento psicológico ou psiquiátrico. Os benefícios, porém, são compensadores, pois além da perda de peso, o paciente adquire novos comportamentos, tem sua autoestima elevada e reduz o risco de desenvolver doenças ou se tornar um jovem obeso.

Já o psiquiatra Marco Antônio Abud Torquato Junior, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPQ) e do Hospital Universitário da USP, as causas da obesidade infantil são variadas, sendo que uma dela é o fator genético. O especialista explica que pais obesos têm cerca de 50% de chance de ter filhos com problemas de excesso de peso, que também pode estar ligados a variações hormonais.

Abud explica que as causas da obesidade infantil podem estar relacionadas ainda a problemas familiares, stress, sintomas de ansiedade e até depressão. Porém, essas situações também podem surgir em decorrência do excesso de peso. “Crianças depressivas tendem, muitas vezes, a terem menos controle sobre seus hábitos alimentares e a ingestão excessiva de alimentos pode ser usada pela criança como uma maneira de lidar com o sofrimento psíquico”, esclarece. De acordo com o psiquiatra, em alguns casos, as crianças obesas precisam ser tratadas com medicação e psicoterapia.

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