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Meningite

meningite-bacteriana

Conheça as causas, tratamentos e sequelas possíveis

 

Meningite, só de falar já assusta! O nome se dá pela inflamação das membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal, conhecidas coletivamente como meninges. Existem diversos tipos de meningites e, para todas, é importante a avaliação do médico em consulta presencial para o diagnóstico correto e precoce, evitando a evolução crônica e possíveis sequelas neurológicas. Trata-se de uma doença grave, endêmica e comum durante o ano todo. Para entender melhor, vou explicar como acontece a infecção, transmissão e outras decorrências da doença.

Disseminação e contaminação:

Acontece de pessoa para pessoa, assim como outras doenças virais, por meio de contato direto, pelas vias respiratórias, compartilhamento de objetos pessoais (copos, talheres, etc.), secreções e gotículas de saliva. Fica encubada entre 2 a 10 dias e pode variar dependendo da causa – bactéria, vírus ou fungos. Existe também a meningite tuberculosa, que se manifesta em até seis meses após a infecção.

Todos somos vulneráveis ao contágio, porém, a maior incidência ocorre em crianças menores de cinco anos e adultos com mais de 60 anos, devido a sua baixa imunidade. Portadores de doenças crônicas e imunossupressoras, diabetes mellitus, insuficiência renal aguda e infecção por HIV também correm mais riscos.

                               

Principais tipos:

- Streptococcus pneumoniae (pneumococo) – mais comum e pode provocar infecções de ouvido e pneumonia. Existe vacina para combatê-la.

- Neisseria meningitidis – é extremamente contagiosa e afeta principalmente adolescentes e jovens adultos. Se espalha na corrente sanguínea por meio de infecções respiratórias.

- Haemophilus influenzae – comum no contágio em crianças, essa bactéria está controlada no Brasil por meio da vacina, que protege e imuniza contra a transmissão a partir de infecções no trato respiratório.

- Listeria monocytogenes – mulheres grávidas, idosos, recém-nascidos e pessoas com baixa imunidade são mais aptas ao contágio, enquanto a maioria das outras pessoas não apresentam sequer os sintomas.

- Meningite fúngica – pode elevar ao estado agudo da doença e apresenta sintomas semelhantes aos da meningite bacteriana. Atualmente é menos comum e não é transmitida de pessoa para pessoa.

 

Sintomas:

Em quadros de meningites virais os sintomas são mais suaves, parecidos com os de resfriados e gripes. Quando diagnosticadas, a conduta médica é deixar que a doença se esvaneça sozinha como em outras viroses. Já a bacteriana precisa de cuidados intensos e imediatos por ser mais grave e causada pelos vírus meningococos, pneumococos e hemófilos – transmitidos através das vias respiratórias e infecção de ouvido.

Em geral, começa com dores de cabeça, rigidez na nuca e febre alta. Também pode ser caracterizada por cefaleia, náusea, vômito, confusão mental, irritabilidade, apatia, alteração do líquido cefalorraquidiano (LCR) e, em casos graves, o aparecimento de manchas vermelhas na pele. Em bebês, é importante observar a moleira, que fica elevada, além de sinais clássicos como irritabilidade e falta de apetite.

A pessoa acometida pela doença também pode apresentar delírios e evoluir para o coma. Por isso é sempre necessário a avaliação do médico para um diagnóstico precoce com o objetivo de evitar sequelas como, por exemplo, a perda parcial ou total de visão, falta de memória e problemas de concentração, dificuldades de aprendizado, amputação de membros, paralisia total ou parcial no corpo, epilepsia e até mesmo o óbito.

sintomas

Diagnóstico:

Em todos os casos é importante a avaliação presencial do médico, assim como seguir os procedimentos apresentados por ele como, por exemplo, a realização de exames e administração de medicamentos quando necessário.  Os procedimentos básicos implicam na avaliação das condições gerais do paciente, assim como no exame do líquor (fluido que envolve o nosso sistema nervoso) para saber qual é o tipo de vírus infeccioso. Caso o médico suspeite do contágio ser por meio de bactéria, é provável que inicie os medicamentos antes de receber os resultados dos exames de praxe.

Vacinação:

No calendário nacional de imunização já consta a vacina pneumocócica 10 valente e meningocócica C conjugada. Na rede privada, os pais podem imunizar seus filhos com outras vacinas combinadas que devem sempre ser indicadas pelo médico pediatra ou especialista. Importante: nunca recorra as vacinas sem a orientação de profissionais e esclarecimentos para a sua finalidade.

Dicas:

- Na dúvida sobre os sintomas, não hesite e ligue para o pediatra solicitando orientações e encaminhamento para o pronto socorro infantil ou atendimento de emergência.

- Manter a higiene em dia é necessário para evitar todo tipo de doença, assim como a meningite. Lave as mãos com frequência e evite o compartilhamento de objetos com terceiros.

- Caso seu filho apresente os sintomas, avise os familiares e na escola (caso esteja em fase escolar).

- Beba muita água para manter o corpo hidratado e, também para equilibrar a temperatura corpórea.

- Mantenha seu médico informado quanto as reações e outros sintomas apresentados pelo paciente.

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Fonte: Dra. Priscila Zanotti Stagliorio

É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital.

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