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Medicamentos na gravidez: Afinal, o que a gestante pode ou não tomar?

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Atendimento integrado durante a gestação assegura assistência em outras especialidades

É comum que as gestantes tenham receio de serem atendidas por outros especialistas que não obstetras, mesmo que a causa da assistência médica não seja relacionada à gestação. Isso acontece, por exemplo, quando há uma fratura ortopédica ou mesmo algum problema gastrintestinal. É grande a preocupação quanto ao uso de medicamentos assim como com a realização de procedimentos cirúrgicos que possam trazer malefícios ao bebê.

 

- É essencial que a gestante seja acompanhada e esteja bem orientada pelo obstetra de confiança, mas, em caso de alguma intercorrência de outras especialidades, ser atendida por uma equipe multiprofissional, integrada, é também um diferencial para a segurança dos pacientes. Compomos uma equipe multidisciplinar que considera os vários aspectos da condição da gestante, para que receba uma assistência segura para si e para seu bebê. O acolhimento ainda é estendido à família, para que compreendam e participem da melhor conduta para cada caso – afirma o Dr. Jair Braga, chefe do serviço de ginecologia e obstetrícia do Hospital Caxias D’Or, e especialista em Medicina Fetal.

 

No Caxias D’Or, o atendimento de emergência integrado ao centro de saúde da mulher facilita o diálogo entre o especialista a ser consultado e o obstetra, que juntos definem a melhor abordagem. No caso de grávidas que fazem uso de medicação para controlar pressão arterial, glicemia ou doenças autoimunes, a cooperação entre o especialista e o obstetra é fundamental para a estratégia de tratamento durante a gestação.

 

- Sempre com o acompanhamento dos especialistas, a hipertensão pode ser tratada de forma segura, e receber medicação adequada quando necessário, enquanto diabéticas devem evitar os remédios não prescritos e precisam fazer dieta hipocalórica e exercícios físicos orientados por um profissional especializado. Já nos casos de resfriados e febre, o uso de medicamentos sintomáticos, como o paracetamol é permitido, entretanto sempre o mais adequado é passar por uma consulta com o médico, o qual irá avaliar a gravidade do caso e a necessidade de exames complementares para a mãe e feto. O uso de antibióticos e anti-inflamatórios não deve ocorrer sob nenhuma hipótese sem prescrição médica, uma vez que as substâncias, quando mal utilizadas, podem trazer graves complicações para o feto, dentre eles malformações, complicações cardíacas e neurológicas, etc – explica o especialista.

 

Atendimento integrado à saúde da mulher – Uma abordagem integrada à saúde da mulher possibilita que a paciente se consulte com o ginecologista-obstetra, desde o início da gravidez, faça exames fundamentais no pré-natal, recebendo atenção especializada em doenças pré-existentes e seja monitorada para novos problemas que possam surgir durante a gestação. Nas consultas o obstetra pode acompanhar o peso, a pressão arterial, o crescimento do útero, além de qualquer outra modificação clínica que pode ser comum na gravidez, ou pode refletir o surgimento de um problema mais grave. São fundamentais exames complementares para identificar diabetes gestacional e infecções durante a gestação.

 

Existe uma equipe encarregada de fornecer informações importantes sobre o parto, havendo visitas guiadas ao hospital, assim como curso de gestantes, onde é muito importante a participação de um acompanhante da escolha da paciente, assim como ocorre no parto. Tudo é feito para que a gestante se prepare para a chegada de seu bebê, o qual receberá acompanhamento neonatal especializado nos primeiros dias de vida e pode, posteriormente, prosseguir sua avaliação de crescimento com a pediatria na mesma unidade hospitalar. A proposta é conhecer o histórico de saúde da gestante e de forma que a equipe esteja preparada para atender o parto e possíveis emergências.

 

- Uma equipe preparada para acolher a mãe, entender a sua vontade, é fundamental. Identificar se ela tem condições de ter o tipo de parto que deseja com o mínimo de riscos para ela e o bebê, orientá-la para tomar sua decisão com tranquilidade. O parto normal ou a cesariana, são realizados levando em consideração o desejo da paciente, sua segurança e do bebê, sempre fundamentado na mais atual evidência científica, com transparência para toda a família – afirma o Dr. Jair Braga.

 

O Hospital Caxias D’Or conta com um leito PPP (pré-parto, parto e pós-parto), onde todo o processo de parto normal ocorre no mesmo leito, sem haver troca de sala, com atendimento obstétrico 24h. A equipe é integrada e preparada para acolher desde pacientes que fazem o pré-natal na unidade às gestantes que procurem o Caxias D’Or em caso de emergências.

 

Medicina fetal – As ultrassonografias de início (transvaginal), US morfológicos de primeiro e segundo trimestres e o ecocardiograma fetal podem monitorar o desenvolvimento do bebê e a presença de malformações. O especialista realiza cálculos de risco para doenças genéticas, faz aconselhamento do casal perante alterações, além de estar disponível o diagnóstico invasivo, como biópsia de vilo corial, amniocentese e cordocentese. Outros exames como a dopplerfluxometria obstétrica e cardiotocografia monitoram o bem-estar fetal, estão disponíveis 24h na unidade, aumentando a segurança no acompanhamento do bebê.

 

A medicina fetal possibilita ainda, a realização de procedimentos cirúrgicos enquanto o bebê ainda está no útero materno, a cirurgia fetal, a qual pode ser realizada em casos de hérnia diafragmática congênita, mielomeningocele, síndrome de transfusão feto-fetal, obstruções urinárias, tumores fetais, etc. Tais procedimentos permitem uma melhor condição de vida após o nascimento, ou mesmo podem fazer diferença entre a vida e a morte.

 

Fonte: Dr. Jair Braga, chefe do serviço de ginecologia e obstetrícia do Hospital Caxias D’Or, e especialista em Medicina Fetal

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