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Junho é o Mês Internacional da Infertilidade

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“Quanto mais cedo investigar a endometriose, mais possibilidades terá de reverter o problema”, afirma especialista

Um em cada cinco casais no mundo sofre com a infertilidade. Estima-se que no Brasil esse número seja de aproximadamente 8 milhões de pessoas. De acordo com orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), podemos considerar um casal infértil quando, a partir de um ano de relações sexuais regulares desprotegidas, não se resulte em uma gravidez.

Entre as causas da infertilidade está a endometriose, mal que pode ser desenvolvido depois da primeira menstruação. Meninas, na faixa etária dos 15 anos e que sentem muita cólica, podem apresentar a doença. De acordo com a Dra. Luciana Chamié, diretora da Clínica Chamié e uma das maiores especialistas em diagnóstico por imagem, com os exames adequados, há condições de tratamento logo no início, evitando assim, que seja prejudicada a fertilidade anos mais tarde.

Um dos exames indicados para o diagnóstico da endometriose é o ultrassom transvaginal com preparo intestinal. No caso da adolescente, que não pode realizar esse tipo de exame, o recomendado é a ressonância magnética da pelve que também pode investigar o problema ainda no início. Em mulheres adultas, o ultrassom transvaginal com preparo intestinal é o exame de primeira linha recomendado para desvendar a doença. Com este exame, é possível identificar as lesões ocasionadas pela endometriose nos diversos sítios comprometidos como ovários, bexiga, intestino grosso, vagina, entre outros segmentos intestinais presentes na pelve. O preparo intestinal contribui para aumentar a acurácia do método e pode determinar as estruturas comprometidas, além do grau de infiltração. Além disso, a endometriose pode afetar outras regiões como, por exemplo, a área torácica, que afeta entre 50 e 80% das pacientes, além da possibilidade de afetar o diafragma, a pleura, a parede torácica e o pericárdio.

“Outro exame indicado para investigar a infertilidade é a histeroscopia, espécie de endoscopia uterina. Os exames de imagem representam ferramentas úteis na prática clínica do ginecologista em todas as fases da vida da mulher. O ultrassom transvaginal, por exemplo, permite uma avaliação detalhada dos órgãos ginecológicos, além da identificação de cistos ovarianos, miomas uterinos, adenomiose, pólipos endometriais, e outras alterações mais frequentes. Quando realizado após um preparo intestinal possibilita a identificação de focos de endometriose profunda” explica a médica.

Alertar sobre a importância do diagnóstico precoce da endometriose é necessário para prevenir a infertilidade e as consequências que a doença traz para a qualidade de vida da mulher. Consultar um médico regularmente e realizar exames preventivos desde a idade jovem possibilita um tratamento adequado para salvaguardar a saúde reprodutiva da mulher. Além disso, permite que a mulher decida o melhor momento para gerar um filho e, eventualmente, a trate de alguma patologia silenciosa que possa prejudicar a sua fertilidade, já que este problema quase sempre é diagnosticado de forma inesperada e tardiamente.

Fonte: Dra. Luciana Pardini Chamié

Doutora em Radiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), conta com mais de 15 anos de experiência acadêmica e profissional em diagnóstico por imagem. É referência mundial em diagnóstico por imagem da endometriose. A médica conta com especialização em Tomografia Computadorizada do Abdome e Ressonância Magnética do Abdome pelo Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem pela Associação Médica Brasileira (AMB); sócia titular do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR); sócia titular da Sociedade Paulista de Radiologia (SPR); membro da Radiological Society of North America (RSNA), da Radiological Society for Reproductive Medicine (ASRM); e revisora de artigos e periódicos do Internacional Journal of Gynecology and Obstetrics.

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