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Irritabilidade, rejeição à alimentação e baixo ganho de peso? O seu filho pode ter a Doença do Refluxo Gastroesofágico

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É comum os bebês terem regurgitação, popularmente conhecida como “golfada”: retorno do leite para a boca após a mamada, na hora em que mamou ou mesmo algum tempo depois. Embora seja uma situação incômoda, causando apreensão à família, a simples regurgitação não traz riscos às crianças, devendo ser interpretada como decorrente da falta de amadurecimento do aparelho digestivo. Porém, quando o nível desse sintoma é elevado e traz problemas associados é preciso investigar, pois pode significar a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE).

 

É necessário entender a diferença entre regurgitação e refluxo e identificar quando se torna uma doença. O dr. Fábio Ancona Lopez, pediatra e especialista em nutrição infantil, explica: “O refluxo gastroesofágico é a passagem do conteúdo gástrico para o esôfago. Nesse caso, ele pode chegar ou não à boca e à faringe. Já a regurgitação, é a passagem do conteúdo gástrico para a faringe e a  boca com exteriorização  para fora. Simplificando: a regurgitação significa que o refluxo foi visível enquanto o refluxo sem ela pode não ser identificado.

 

A Doença do Refluxo Gastroesofágico é a condição na qual ocorrem sintomas incômodos e/ou complicações, como irritabilidade, rejeição à alimentação, dificuldade no ganho de peso acompanhados, muitas vezes, de choro intenso e inconsolável. Bebês podem sofrem dessa doença e precisam de cuidados especiais.

 

“A DRGE pode trazer graves complicações à saúde das crianças, que podem apresentar esofagites, vômitos com sangue, úlceras pépticas, desnutrição, alteração de esmalte dentário e aspiração bronco-pulmonar”, complementa o dr. Fábio Ancona.

 

Crianças nessas condições precisam de fórmulas lácteas especiais, desenvolvidas para atender às necessidades nutricionais. Órgãos internacionais, como a American Academy of Pediatrics, preconizam fórmulas espessadas – apresentam grande eficácia contra antirregurgitação e antirefluxo – como a primeira linha de tratamento. Esses produtos utilizam vários tipos de espessantes, como amido de tapioca e goma de alfarroba.

 

“Pais e pediatras devem avaliar aquela que melhor se adequa à criança. É preciso atentar para a digestibilidade da fórmula. As que utilizam proteína do leite de vaca parcialmente hidrolisada podem proporcionar maior conforto à criança. O uso de dois espessantes também é um diferencial no tratamento desses pequenos pacientes. As fórmulas disponíveis tem perfil energético, protéico e lipídico indicados para proporcionar bom crescimento e desenvolvimento, devendo conter a quantidade adequada de ácidos linoleico e α-linolênico para o bom desenvolvimento cerebral e visual da criança”, ressalta dr. Ancona.

Fonte: Dr. Fábio Ancona Lopez

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