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Infertilidade: entenda com quem está o problema

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Falar de infertilidade, seja masculina ou feminina, ainda é um tabu na sociedade e gera muitas dúvidas, sendo que a maior delas é: como saber se tenho algum problema de infertilidade?  A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera infértil um casal que mantém relações sexuais sem métodos contraceptivos durante 12 meses sem engravidar. Segundo a OMS, há mais de 50 milhões de pessoas no mundo nessa condição sendo que aproximadamente 10 milhões de brasileiros podem enfrentar o problema.

 

O Dr. Paulo Gallo, especialista em reprodução humana assistida e diretor-médico do Vida- Centro de Fertilidade, explica que a infertilidade masculina se dá por diversas razões: “no homem, a principal causa de infertilidade é a alteração na concentração e/ou na qualidade dos espermatozoides. Esta alteração da qualidade espermática, na maioria das vezes, é idiopática (ou seja, sem nenhuma causa detectável, sendo considerada constitucional da qualidade das células germinativas do próprio homem). Ocasionalmente, poderá estar associada a alterações genéticas do homem:

 

- Alterações inflamatórias e infecciosas

 

- Doenças sexualmente transmissíveis  (DST’S)

 

- Varicocele (varizes das veias da bolsa escrotal)

 

- Tumores testiculares

 

- Malformações testiculares

 

- Obstruções congênitas ou adquiridas dos ductos deferentes (ductos que levam os espermatozoides para a uretra)

 

- Alterações hormonais no homem (incluindo aqui o uso inadvertido de hormônios anabolizantes).

 

De um modo geral, cerca de 30% dos casais o problema está relacionado a uma causa exclusivamente masculina. Em outros 30%, a causa é exclusivamente de um fator feminino. Porém, em cerca de 30% dos casais, a pesquisa de infertilidade encontra uma associação entre fatores masculinos e femininos. Em 10% dos casos, não conseguimos detectar a causa e são classificados com infertilidade sem causa aparente (ISCA). Já nos casos de infertilidade feminina, o especialista explica que os fatores são divididos em:

 

- Fatores hormonais: que podem levar a anovulação (falta de ovulação) como a Síndrome dos Ovários Policísticos (uma das causas mais comuns, acometendo as mulheres em cerca de 20% dos casos).

 

- Fatores anatômicos: malformações congênitas do útero ou adquiridas (miomas, pólipos, adenomiose, etc).

 

- Fator tubário: presença de obstrução ou aderência das trompas (geralmente associada a processos inflamatórios e infecciosos, como doenças sexualmente transmissíveis – DST, a endometriose ou a aderências causadas por cirurgias ou processos infecciosos abdominais, como apendicite).

 

- Endometriose: é uma doença benigna crônica que pode estar presente em até 40% das mulheres com dificuldade para engravidar.

 

- Fatores genéticos: cerca de 1% dos casos.

 

- Fatores imunológicos: são de difícil avaliação e são muito discutíveis na literatura.

 

 

O Dr. Paulo Gallo, especialista em reprodução humana assistida e diretor-médico do Vida- Centro de Fertilidade, explica que a infertilidade

Além disso, a idade do homem também piora a fertilidade masculina, porém de forma bem mais tênue do que a idade feminina: “ a fertilidade masculina costuma reduzir levemente após 35 anos, moderadamente após os 50 anos e de forma mais importante após os 65 anos. Já a mulher, sabemos que o ápice da fertilidade feminina ocorre entre 15 e 25 anos. A fertilidade começa a diminuir sensivelmente a partir de 30 anos, piora mais após 35 anos e fica dramática após os 40 anos”, explica Paulo Gallo.

 

Para reverter o problema, a medicina oferece diversos tratamentos para cada caso. A fertilização in vitro (FIV) é o tratamento mais procurado. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), houve um aumento recorde de 13% na procura pelo tratamento só no ano passado: 13% superior ao ano anterior. A FIV consiste em promover o encontro do óvulo com os espermatozoides fora do organismo da mulher, em laboratório. A Dra. Maria Cecília Erthal, especialista em reprodução humana assistida e diretora-médico do Vida- Centro de Fertilidade explica: “um dos maiores avanços foi a possibilidade de injetar o espermatozoide no óvulo. Para casos nos quais o homem produz pouquíssimos espermatozoides, essa é a única solução. Os processos para a seleção dos melhores espermatozoides, de uma amostra de sêmen para a fertilização, vêm evoluindo de maneira rápida, permitindo uma melhor chance de gravidez em casais em que os homens possuem alterações sérias nos espermatozoides”.

Fonte: Dr. Paulo Gallo

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