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Diagnóstico precoce da endometriose pode evitar infertilidade

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A endometriose é responsável pela maior parte dos casos de infertilidade feminina. Segundo a Associação Brasileira de Endometriose (SBE), cerca de 40% das mulheres com infertilidade têm a doença, que atinge 10% da população feminina entre 15 e 45 anos. A dificuldade em engravidar se dá devido à obstrução das trompas e consequente interrupção do processo reprodutivo. Apesar de não haver cura, existe tratamento. E quanto antes ocorrer o diagnóstico, maiores as chances de a mulher conseguir ser fecundada.

As causas da endometriose ainda não são muito claras. Acredita-se que a doença aconteça devido à “menstruação retrógrada“, quando parte do tecido menstrual percorre caminhos opostos à vagina, em direção aos órgãos da região pélvica através das trompas. Dessa forma, as células endometriais aos poucos se aderem a esses tecidos, formando coágulos ou cicatrizes fibrosas.

De acordo com o radiologista Maurício Diniz, do Hospital PAI, “a endometriose pode afetar a fertilidade devido à distorção da anatomia dos órgãos da pelve causada pela doença ou mecanismos inflamatórios no útero [endométrio], na atividade das trompas uterinas, nos óvulos e até mesmo no embrião quando já formado”.

O especialista explica que algumas mulheres com endometriose conseguem engravidar sem tratamento algum, no entanto, não é possível prever se ou quando a doença causará infertilidade. Portanto, a única forma de reduzir esse risco é com o diagnóstico precoce e acompanhamento médico.

O diagnóstico da doença geralmente se baseia na história clínica e exame ginecológico, ultrassom transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética. “O ultrassom transvaginal com preparo intestinal deve ser feito, de preferência, logo depois da menstruação, mas poderá ser realizado em qualquer fase do ciclo. O preparo intestinal se inicia na véspera (dieta pobre em resíduos e laxantes) e continua até o momento do exame”, esclarece Maurício Diniz.

Os principais sintomas da endometriose são cólica menstrual intensa, sangramentos na urina ou nas fezes e dor forte durante o ato sexual. O tratamento depende de alguns fatores: estágio da doença, local onde a endometriose se instalou, sintomas e desejo de engravidar. A partir das respostas a todas essas questões é que o médico definirá se o tratamento será clínico, cirúrgico ou uma combinação dos dois.

 

Fonte: Maurício Diniz, do Hospital PAI

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