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Como Está Sua Alimentação Durante a Quarentena? E dos Seus Filhos?

Estamos ansiosos. Isto é um fato. A ansiedade gera em todos nós uma necessidade de ingerir alimentos que nos causem prazer ou sensação de recompensa e conforto. Inclusive e principalmente nas crianças, que sabem ainda menos, como lidar com tudo isso.

Como em toda situação de estresse, seja numa situação de perigo, como um assalto ou ficando em casa parado e sem fazer nada, o corpo naturalmente produz um hormônio chamado cortisol. E com o aumento desse estresse e consequentemente do cortisol, acabamos sentindo necessidade de consumir alguns alimentos que aumentam a produção da serotonina, que é responsável pela sensação de alegria e bem estar.

“Estes alimentos, geralmente encontrados nos açucares e nos carboidratos refinados, aumentam a produção de triptofano, um aminoácido essencial que aumenta a produção de serotonina no intestino e no sistema nervoso central, dando-nos uma sensação de prazer. O problema é que eles são extremamente inflamatórios e  alergênicos, ou seja, causam hipersensibilidade alimentar e criam uma inflamação generalizada com aumento da permeabilidade intestinal, e terminam causando dependência, pois  formam substâncias semelhantes à morfina. Cria-se aí um ciclo vicioso, pois quanto mais você come, mais sente vontade de comer. No caso das crianças, é ainda pior, pois no final, você tem uma criança fissurada por açúcar, por alimentos lácteos e  extremamente hiperativa porque tudo isso também causa excitação  e hiperatividade… além da obesidade infantil que também é um dos sérios problemas que enfrentamos hoje.”- Explica a Pediatra e Neuropsiquiatra, especialista em saúde mental e neurodesenvolvimento, Gesika Amorim.

Resumindo, o estresse leva ao consumo de açúcar, que dá a sensação de prazer,  porem,  por sua vez inflama o organismo, fazendo que com ele precise de mais açúcar, para dar mais prazer, aumentando a infamação do intestino, causando então um ciclo vicioso perigosíssimo que pode  levar a pessoa à doenças como diabetes tipo 2, esteatose hepática, síndrome metabólica, obesidade, hiperatividade nas crianças, entre diversos outros males.

Assim sendo, é prudente que evitemos o consumo dos açucares em qualquer forma, mas principalmente nas formas hiper processadas, como os salgadinhos, snackers, os biscoitos recheados, os doces, as balas, os bolinhos, os achocolatados em caixinha, os fast foods, entre outros.

O ideal é que façamos a inclusão no nosso consumo diário, de outros alimentos que também ajudam na produção de tripofano e não são inflamatórios, como é o caso do cacau 70%, a banana, o mel, grão de bico, peixes, Leites, queijos e iogurtes, em especial os que contém probióticos.

Existem outras formas de liberar serotonina e ter esta mesma sensação de prazer, explica a Dra Gesika Amorim. “Conecte -se à natureza, recorde os momentos especiais, tome sol, pratique exercícios aeróbicos como corrida e ciclismo, medite, receba massagens e inclua magnésio na sua dieta. E para as crianças, controle e regule sua alimentação. Restrinja os açucares. Mais tarde elas vão agradecer!”

 

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