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Arrependi da laqueadura e quero engravidar de novo, e agora?

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Quase 1/3 das mulheres se arrependem da ligadura tubária. Fertilização In Vitro é saída viável para uma nova gravidez.

 

A laqueadura, ou ligadura tubária, é um dos métodos mais conhecidos para evitar a gravidez e tem caráter definitivo. No Brasil, mulheres acima de 25 anos ou que tenham dois filhos vivos podem passar pelo procedimento, que tem taxas acima de 99% de eficácia, conforme a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo.

Mas o que acontece quando uma mulher se arrepende do procedimento e deseja uma nova gravidez?

Segundo Cláudia Navarro, médica especialista em reprodução assistida, arrepender-se da laqueadura é algo comum, principalmente quando se troca de parceiro. De acordo com artigo publicado na Revista de Psicologia Reprodutiva e Infantil dos Estados Unidos, 28% das mulheres americanas que se submeteram à ligadura tubária relataram arrependimento. Conforme o estudo, a maioria dessas mulheres havia ligado as trompas ainda muito jovens e tomaram a decisão por fatores situacionais.

Para Cláudia Navarro, a Fertilização In Vitro é uma saída para quem deseja uma nova gravidez nessas condições. Ela explica que é também possível realizar a reversão da laqueadura de forma cirúrgica, reconstituindo o tecido da tuba uterina. “Porém, não são todas as mulheres que têm a indicação para realizar o procedimento e isso deve ser avaliado junto ao médico especialista”, explica. “A FIV, para esses casos, se mostra como processo seguro e apresenta boas chances de a gravidez seguir normalmente”, afirma.

Como funciona? 

A FIV para mulheres com laqueadura ocorre pelo mesmo processo que seria realizado com outras mulheres: os óvulos são coletados dos ovários e fertilizados em laboratório. Depois o embrião já formado é transferido para o útero.

As taxas de eficácia da FIV para essas mulheres dependem de algumas variáveis, conforme explica Cláudia Navarro. “É muito importante observar a idade da mulher que deseja passar pelo procedimento. Após os 37 anos, por exemplo, a quantidade e a qualidade dos óvulos caem, o que pode diminuir as chances de sucesso. Caso os óvulos não estejam em boas condições, é possível optar pela doação de gametas”, ressalta.

Fonte: Cláudia Navarro

Cláudia Navarro é especialista em reprodução assistida. Graduada em Medicina pela UFMG em 1988, titulou-se mestre e doutora em Medicina (obstetrícia e ginecologia) pela instituição federal. Atualmente, atua na área de reprodução humana, trabalhando principalmente os seguintes temas: infertilidade, reprodução assistida, endocrinologia ginecológica, doação e congelamento de gametas.

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