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Abortos de repetição: tratamento e solução

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São chamados abortos de repetição (AR) os casos em que ocorreram três abortos consecutivos ou, para alguns pesquisadores, quando houve duas ou mais perdas gestacionais logo no início da gravidez, antes da 22ª semana. “Por representarem uma grande perda e frustração para o casal que está ansioso para ter um bebê, esse assunto deve ser abordado com bastante seriedade”, destaca Dr. Fabio Cabar, médico especialista em Reprodução Humana.
De acordo com Dr. Fabio, as causas para o abortamento podem ser variadas, mas uma delas se destaca: a idade da mãe. “Já sabemos que a maternidade tardia pode aumentar o risco de erros na meiose e, assim, a formação de oócitos aneuploides. Em consequência, ao serem fertilizados, gerarão embriões aneuploides, que evoluem para aborto frequentemente”, explica. Dos 35 a 39 anos, a probabilidade de se ter um aborto gira em torno de 25%. Já dos 40 a 44, é superior a 50%**.
“Precisamos deixar claro que se uma mulher tiver um aborto, o risco do segundo é muito pequeno. A partir de dois casos, no entanto, esse risco começa a aumentar consideravelmente”, afirma o especialista. Além disso, há alguns hábitos que podem interferir na chance do aborto, como o álcool ou cafeína em excesso, cigarro, uso de drogas e IMC acima de 30 ou abaixo de 18,5. Infelizmente, em 50% dos casos de AR não se identifica a causa. “Mesmo a mulher que fumou a vida toda e parou ao saber que ficou grávida, tem aumento desse risco. Hoje, no entanto, já sabemos que 40% dos abortos ocorrem por alterações genéticas ou cromossômicas”, diz.
De acordo com o Dr. Fabio, mesmo a mulher que teve AR não pode desistir do sonho de ter um filho. “Mesmo após 3 abortos consecutivos, a mulher ainda tem 70% de chance de ter uma gestação tranquila”, destaca. O acompanhamento médico, segundo ele, é extremamente importante para que seja identificada a causa do aborto. A carência de vitaminas, principalmente a vitamina D, ou progesterona, pode prejudicar o bom andamento da gestação e da formação do feto, assim como simples infecções. A hereditariedade também é um fator que merece muita atenção quando falamos em AR. Além disso, alguns casos ocorrem por trombofilia, malformação uterina ou mesmo a presença de miomas, problemas que podem ser tratados.
O mais importante, segundo Dr. Fabio, é que existe tratamento para muitos casos de AR. “Existem casais que já perderam várias gestações e, ao procurarem um médico especialista, conseguem realizar o sonho de gerar um bebê. Até mesmo o fator psicológico, que muitas vezes pode prejudicar uma gestação,  pode ser tratado”, conclui.

 

Fonte: Dr. Fabio Cabar  Doutor em Obstetrícia e Ginecologia pela Universidade de São Paulo e especialista em Reprodução Humana 

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