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Síndrome Alcoólica Fetal: saiba como o consumo de álcool pode prejudicar a gestação

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Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência da SAF é estimada em 1 a cada 1.000 nascidos vivos

 

De acordo com estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente 12 mil bebês nascem com a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), doença que ocorre quando a bebida consumida pela grávida passa pela placenta e atinge o feto. Só no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a prevalência da síndrome é estimada em 1 a cada 1.000 nascidos vivos e os números de casos podem aumentar devido à dificuldade de diagnósticos.

Segundo o dr. Alberto d’Auria, obstetra, a SAF é a principal causa de retardo mental e alterações na formação do feto. “As consequências para a vida e bem estar da gestante são imensas. Ao ingerir bebidas alcoólicas, acontece a restrição do crescimento fetal, resultado de um envelhecimento placentário precoce. Esse envelhecimento gera insuficiência e uma redução da quantidade de líquido amniótico para o feto. Ou seja, as chances desse bebê nascer prematuro são muito altas”, conta o especialista. Com esse quadro, o feto passa a receber menos oxigênio, o que vai prejudicar o desenvolvimento do cérebro e dos ossos.

O especialista também afirma que o álcool é uma substância que provoca desidratação no corpo, portanto, compromete a função renal. “Além disso, o bebê pode apresentar sinais de deformidade na face e, com o tempo, algumas crianças podem ter problemas decorrentes do álcool, como dificuldades na aprendizagem”, ressalta o profissional.

Entre os sintomas, a grávida pode apresentar ansiedade, irritabilidade, agressividade, entre outros comportamentos. “Se uma grávida que pesa 60 quilos tomar apenas uma taça de vinho, ela vai expor o feto a uma quantidade 100 vezes maior do que ela ingeriu. Portanto, devemos restringir qualquer tipo de bebida alcoólica durante a gravidez. A gestante deve se hidratar com muita água, fundamental para a saúde e bem estar do bebê”, finaliza o dr. d’Auria.

Caso a mãe apresente problemas com álcool, o tratamento inclui medicamentos para possíveis sintomas, terapia e acompanhamento.

 

Fonte: Dr. Alberto d’Auria, obstetra da Maternidade Pro Matre Paulista

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