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Onde mama um, mamam dois

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O aleitamento materno é normalmente uma preocupação da mulher desde o começo da gestação e pode tirar o sono da futura mamãe após receber a notícia de que em vez de um bebê, serão dois, ou seja, é uma gravidez gemelar. As dúvidas são as mesmas, mas em dose dupla. Será que terei leite suficiente para os dois? E quando eles acordarem chorando quem atendo primeiro? Não vão passar fome? Devo colocar os dois no peito ao mesmo tempo?

Mamãe, tenha calma!  Com preparação é possível alimentar os pequenos com sucesso. A enfermeira pediátrica do Hospital e Maternidade São Luiz, unidade Anália Franco, Regina Guedes Barreto, explica que o banho de sol na região areolar e nos mamilos é o primeiro passo e deve ser feito ainda na gravidez. “Não é indicado estimular a região com óleos e hidratantes e nem tirar a sensibilidade da pele com o uso de buchas de banho. Os mamilos devem ser higienizados somente com água e sabão.”

Quanto à produção de leite, a boa notícia é que ela acontece de maneira natural e faz parte de um ciclo que envolve a tranquilidade e paciência da mamãe, assim como também dependerá dos próprios bebês. “O que mantém a quantidade do leite é a própria sucção dos recém-nascidos. Ou seja, se mamarem com frequência, sem imposição de horários, com a pega areolar adequada e sem administração de outro tipo de alimento, os resultados serão ótimos”, afirma Regina, que ainda completa: “A mãe deve apenas ingerir uma quantidade satisfatória de líquido, principalmente água, manter o hábito alimentar saudável e descansar simultaneamente com os bebês para que haja a produção da prolactina – hormônio responsável pela produção de leite materno.”

Papai, seja prestativo! Os homens também têm função na amamentação. “O apoio e participação do companheiro nesse momento é essencial. E deve começar pelo amparo à mamãe, transmitindo segurança, carinho e muita atenção durante todo o pré-natal e, claro, também no período puerperal”, recomenda a especialista.

Juntinhos

Minutos após o nascimento, ainda na maternidade, o apoio da equipe de enfermagem é muito importante para o casal. “Se houver a possibilidade do aleitamento materno em sala de parto, o ideal é colocar os bebês simultaneamente para que ocorra a interação, portanto a avaliação da equipe é fundamental para que tal evento aconteça”, explica Regina.

Até aí parece função fácil para os papais. Mas, não acabou. Depois do nascimento dos gêmeos ele é peça fundamental para auxiliar o trio nas mamadas. “Uma boa função é ajudar a mulher a posicionar os bebês no peito, principalmente se a opção for a amamentação simultânea. Além disso, observar a forma que a mamãe segura os bebês, como também a postura em que ela se encontra (a má postura pode gerar dores nas costas desnecessárias para este período), são atividades paternas.”

Para não perder a fama de cavalheiro, o ideal é levar a almofada de amamentação para mãe e um apoio para os pés, sem se esquecer de providenciar um copo de água ou suco, já que amamentar dá a sensação de boca seca para a mulher. Aí pronto, é só fazer o bebê arrotar no final das mamadas e, claro, trocar a fralda do bebê. Mais do que ajudar a mamãe, acredite, você será um papai participativo e presente.

Assim, com trabalho em equipe todos ficam satisfeitos. E a mulher pode dar a atenção devida para esse momento de troca afetiva e interação com os pequenos. “No decorrer das mamadas é ideal que a mãe, a princípio, conheça os bebês, realizando o pele a pele, adquirindo habilidade para pegá-los”, explica Regina.

Estamos com fome

Como despertadores, na hora da fome não tem conversa com os bebês que reclamam, balbuciam e choram juntinhos. Então, primeira lição: o segredo é manter a calma. A enfermeira recomenda que nos primeiros dias é pertinente colocá-los separadamente para mamar, com isto há menor possibilidade de ferir os mamilos. Segundo ela, com o passar dos dias a relação se tornar mais intensa, a mãe fica mais segura e os bebês já introduzidos na mamada efetiva podem passar para o aleitamento simultâneo.

Para Regina, se a mãe adquirir habilidade para colocá-los simultaneamente no peito haverá otimização do tempo como também satisfação dos bebês. “O contato dos três é interessante para a relação, pois o vínculo ficará intenso. Porém, não é regra, a mãe que adquirir a habilidade separadamente poderá fazê-lo e também terá sucesso.”

É importante lembrar que, mesmo sendo gêmeos, os bebês são únicos, com características individuais que também se revelam na amamentação. “O padrão de sucção dos bebês pode variar de mamada para mamada, como também de bebê para bebê, portanto é fundamental que ocorra o rodiziamento das mamas, ou seja, se o primeiro gemelar pegou mama esquerda na próxima mamada ele deverá pegar a mama direita, o mesmo deverá acontecer com o segundo gemelar”, diz a enfermeira.

Qual posição vocês mais gostam?

Há várias possibilidades de posicionamento para amamentar, são elas: tradicional ou aconchego, invertida e cavalero. Mas, não existe manual, a correta é aquela que é confortável para mãe e bebê.  Escolha a sua!

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