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Mulher-mãe maravilha

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Nos dias de hoje, muitas mulheres têm adiado a maternidade mediante os desafios que a sociedade e elas mesmas as impõem

A mulher ainda paga o preço por conseguir e tentar conquistar muitos espaços: existe uma exigência sobre-humana que cai em cima dessa, exigindo-lhe a perfeição. Preocupações como a posição e o reconhecimento de ser mulher em uma sociedade ainda machista, acarreta desafios a serem superados, como: a desigualdade salarial, a demasia do trabalho – quando comparados as jornadas dos homens, a exigência de ser mãe exemplar e dar conta da casa sendo, em todos os momentos, linda e disposta.
Segundo a terapeuta e coach familiar Valéria Ribeiro o maior desafio de ser mulher é o desafio de ser mãe: “Apesar de atrasarem a maternidade em alguns anos, normalmente, após os 30 anos ou próximo dos 40 anos, para que possam estudar, se estabelecer em uma carreira para depois decidirem engravidar, há a dúvida se será possível equilibrar vida profissional e maternidade. Entretanto, a mulher tem um relógio biológico com data para deixar de funcionar quando se fala de ter filhos e isso gera uma pressão muito grande, pois já se sabe que após os 40 anos, ainda é possível ter filhos, mas há risco tanto para a mãe quanto para o filho, apesar dos avanços da medicina”.
Esse desafio começa a partir do momento em que a mulher decide ter um filho, atendendo a algo que dizem ser biológico: gerar e dar à luz a um novo ser, e com ele vêm inúmeros outros, listados por Valéria: “O primeiro desafio será equilibrar inúmeros papéis da sua vida (mulher, amiga, esposa, profissional, dona de casa, filha, mãe, provedora, etc.). Realmente, tem que ser “Mulher Maravilha” para dar conta de tudo e pagar o preço disso”.
Casada a 19 anos e mãe de um casal de filhos, a terapeuta explica que hoje o número de mulheres que sofrem de infarto, depressão, ansiedade, síndrome do pânico, entre tantas doenças decorrentes do elevado índice de estresse e da vida corrida que se leva, tem aumentado e orienta: “Para que tudo isso melhore, as mulheres-mães devem diminuir a cobrança que fazem a si próprias de uma perfeição irreal e inatingível, da culpa de querer exercer todos seus papeis no nível de excelência”.
Com o intuito de auxiliar as mães nessa cobrança, Valéria traça uma lista de atitudes para que elas se sintam melhores mediante a realidade exigente e cansativa: nesta estão dicas de como se ter um tempo alegre e divertido com o filho, ter um momento seu (para se cuidar e se amar) e outro com as amigas: “Procure marcar encontros com outras mães e façam um café/chá da tarde (também pode ser um chopp no barzinho) ou outra atividade que vocês possam partilhar os desafios que têm encontrado no dia a dia, na criação dos filhos – isso funciona como uma terapia em grupo e pode ser uma excelente válvula de escape”.
Um ponto importante que a terapeuta ressalta é o compartilhamento com o pai: “Compartilhe as responsabilidades da educação do filho com o pai. Ele fará do jeito dele e está tudo certo. O importante é inseri-lo no processo de criação como um agente ativo, mesmo que isso signifique ele fazer as coisas diferentes de você”.
A gestão do tempo também é citada: “Procure aprender alguma ferramenta de gerenciamento de tempo. Saiba discernir e estabelecer o que é importante do que é urgente, isso diminui a carga que o tempo nos impõe. Se você resolve mais coisas urgentes do que importante algo pode não estar indo bem”.
Para finalizar, a coach dá uma dica de ouro: “respire, respire e respire. Nesta vida agitada temos nos esquecido de respirar e quando fazemos ficamos presentes e oxigenamos nosso cérebro, e acabamos fazendo as atividades com mais humor e consciência”.
Valéria Ribeiro, especializada no desenvolvimento humano, entende que com essas orientações a vida da mulher-mãe não deixará de ser desafiadora – ainda há muitas lutas a serem vencidas só por ser mulher -, mas, ao menos, a auxiliará na busca de equilíbrio e preparo frente aos desafios.
Fonte:  Valeria Ribeiro
Terapeuta e Coach Familiar, especializada em Terapia Familiar Sistêmica e Fundadora do Filhosofia

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